terça-feira, 9 de junho de 2009

ANDRÉ

Sou André, 28 anos, fiz ensino médio. Deisisti da primeira faculdade. Minha sofreu uma drástica alteração no dia em que conheci Marcos, um sujeito metido a boêmio. Tínhamos 18 na época.

_Ei, vamos ali jogar sinuca?_No caminho me oferecia cigarro e bebida, sempre recusei, até que certo dia resolvi aceitar.
_Que gosto horrível!_Reclamei, contudo fui me acostumando aos poucos.
_Vamos sair no sábado que vem atrás de uma festa?
_Claro._Concordei sem pestanejar._Você vem me buscar?_Fez que sim.

Nas festas, várias vezes Marcos e sua turma arranjavam encrenca, fomos postos para fora incontáveis vezes. Comecei a achar aquilo tudo engraçado, e sem perceber, eu virei um boêmio de sua turma. O sujeito sempre estava rodeado de pessoas e por isso eu o invejava.

Nem lembro direito do primeiro porre, foram tantos que nem sei mais ao certo quantos foram. Chegamos na faculdade juntos e juntos desistimos aos vinte. Nada nos importava mais do que a farra.

_Olha aqui._Ele me mostrou um dia uma cédula falsa._Perfeita, não?
_Como assim, é falsa?_Indaquei sem jeito, entretanto, me contagiei._Como fez isso?
_Na minha casa tem uma máquina de xérox,_Disse a marca e detalhou para mim todo o processo._se você me emprestar uma nota de cinquênta a terá multiplicada.
_Feito._tirei o dinheiro e pus em suas mãos.

Marcos fabricava todos os tipos de notas e dividia entre seus amigos mais chegados, inclusive eu. Aplicávamos o golpe em bares, postos de gasolina e casas de show. Fomos desmascarados numa festa, uma noite dessas.

_Você está preso, por receptaçãode notas falsas._Fui para a cadeia, juntamente com Marcos, mas um de seus amigos pagpu a fiança pouco tempo depois.
_Preciso entregar esses pacotes para um colega seu, chame-o para mim._Desconfiei que fosse tráfico de drogas e acertei, fomos pegos outra vez e encarcerados por guardas à paisana que trabalhavam disfarçados em diversas duplas divididas por quarteirão.
_ O que pretende levando essa vida, meu filho? Afaste-se desse Marcos._Disse-me meu pai depois duma longa conversa. Fui internado numa clínica para conseguir me recuperar da dependência química.

Voltei à universidade. Nunca mais coloquei uma gota de álcool na boca. Quanto a Marcos, nunca mais o vi, seus amigos me contaram que está preso novamente. Não quero mais conversa com essa gente.

Dez anos me foram roubados pelos narcóticos e a irresponsabilidade de meus atos perante às leis que regem a sociedade. Agora serei bem mais racional e menos impulsivo. Mas manter o autocontrole não é fácil. É lutar comigo mesmo a cada dia para ser um homem melhor.

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará
2007

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Aroldo Filho 

Historiador /Criador e Presidente do Jornal Delfos-CE, (2007). /Criador da Associação Cultural SEMPRE-Segmento dos Estudiosos da Memória e Patrimônio Regional da Serra de Baturité (2008). /Criador e Idealizador do 1° Arquivo Público do Interior do Nordeste (2009).

 /2° e 4° lugares,consecutivamente, no 1° e 2° concursos de poesia da comunidade do Orkut "Vamos Escrever um livro?"(2009 e 2010).

 /Criador da exposição histórica: "PACOTY: UMA HISTÓRIA EM DOCUMENTOS", aprovado pelo Banco do Nordeste(2010). 

/Sócio do Instituto Desenvolver (2011).

 /Trabalhou para o Governo do Estado do Ceará como pesquisador no Porto do Pecém (2011). 

/Ministrou aulas de História, Geografia, Arte e Religião em Pacoti e Guaramiranga (de 2008 a 2015 no Colégio São Luís, na Escola Menezes Pimentel e na Escola Linha da Serra).

 /2° Lugar em concurso de pensamento na comunidade "Grupo de Poesia" no Facebook (2012). 

Participa como um dos autores dos e-books "Por onde andei?" e "Quem sou?" realizado pelo Balcão de Poemas, edição de Wasil Sacharuck. 

/Publica notícias, contos, crônicas, poesias, fábulas, romances, artigos, peça teatral e letra de música em 32 blogs desde 2005.


Selecionado no concurso de poesias federal da Editora Vivara em 2016, passando entre os 250 poetas que irão para o livro dentre 2.370 concorrentes. .