terça-feira, 23 de junho de 2009

PROVA DE FILOSOFIA DA HISTÓRIA

UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ-UVA
CURSO DE LICENCIATURA ESPECÍFICA EM HISTÓRIA
DATA: 01/03/2008
PROF.: DR. JORGE ALBERTO RODRIGUEZ
UNIVERSITÁRIO: JOSÉ AROLDO GONZAGA ARRUDA FILHO
PACOTI-CEARÁ

2-Quando Kant diz que a razão só se desenvolve de forma plena na espécie, mas não no indivíduo, qual é o entendimento que ele tem da razão?

R= Para Kant, afunção do filósofo seria descobrir qual o plano da natureza para a humanidade, então a História deveria ser escrita a partir do pretenso fio condutor que a natureza impunha à humanidade.

3-Qual seria a função das guerras para Kant?

R= As querras, para Kant, seriam mecanismos da natureza a fim de fazer os homens se unirem para criarem Estados fundamentados em leis, aprimorando as relações entre os Estados, gerando um estado-autônomo.

4-Para Lowy, o que pretende o pensamento Benjaminiano?

R=Benjamin visa uma nova compreensão da História. De caráter anti-progressista, Benjamin pretende alertar para que a História seja reescrita, desta vez que seja do ponto de vista dos oprimidos e não dos opressores, como de costume.

5-Quais são as fontes da filosofia da história de Walter Benjamin?

R= As fontes da filosofia histórica de Benjamin são o romantismo alemão, materialismo-histórico de Karl Marx e o o Messianismo judáico alemão.

6-Como Benjamin concebe a revolução?

R= As revoluções, para Benjamin, seriam interrupções de uma evolução histórica que conduz á catástrofe, pois o progresso capitaliosta faz pensar sobre a humanidade, sobretudo nas camadas mais baixas das classes-sociais.

JOANA DÁRC

Universidade Estadual Vale do Acaraú- UVA
Curso de Licenciatura Específica em História
Discplina: História Medieval I
Universitário: José Aroldo Gonzaga Arruda Filho

Trabalho:

Relatório do filmes:

"Joana D'arc" e "O nome da Rosa"

JOANA D'ARC

O filme sobre Joana D'arc (1412-1431) se passa na Idade Média. Jovem de 19 anos, simples, pobre e analfabeta, que dirigiu vitoriosamente o exército da França, libertando-a da invasão inglesa, encerrando uma guerra de cem anos.

Destaca-se na vida desta missionária a sua mediunidade, obedecendo às orientações de seus santos: São Miguel e Santa Catarina, que se comunicavam através de vozes, e, às vezes acompanhadas de aparições, segundo a personagem. A própria Igreja que a mata a canoniza como santa.

Naquela época, as mulheres eram o bode-expiatório para todas as calamidades. Uma multidão de ditas "bruxos", principalmente as mulheres, foram queimados. A Inquisição torturava até que os "hereges" confessassem para poderem ser mortos.

O fato de ela ser loura dos olhos azuis e bela se dá por ser uma produção de padrões americanos. E na Históra, diferente do filme, ela luta nas duas batalhas, mas no filme ela só luta na segunda e não passa de uma "virgem" ao qual o povo segue por devoção.

Na História não consta que o rei francês a tenha apoiado desde o primeiro instante, muito pelo contrário, ele só se alia ao povo para ela não levar toda a glória sozinha.

Na época, a religião cristã é muito forte e a rivalidade entre Ingleterra e França é muito acirrada, e mesmo assim o rei entrega Joana ao inimigo por medo de que ela o tirasse do trono, mas no filme ela é que dá força a seu poder.

Mais a pior cena de todas, é ela agradecer a alguém "espiritual" por estar morrendo queimada, chega a ser ridículo. Fica claro que a História não apenas muda os fatos de acordo com quem conta como também esconde mais personagens do que mostra.

O NOME DA ROSA

Uma história passa em 1837, Idade Média, num mosteiro com enormes torres, muitas gárgulas no porão, catacumbas que ainda existem hoje na Itália e vitrais com desenhos arredondados e torres com um labirinto de salas e escadas. Há imagens grandes de santos e de Maria.

O sorriso é visto como coisa de tolo, existe um livro de Aristóteles sobre a procura da verdade por meio da comédia que é envenenado com arsênico, o segundo livro de sua Poética que teria desaparecido e um dos monges diz que ele não existe. Lê-lo como se fazia, lambendo os dedos, é uma missão suicida a que os tradutores do grewgo se prestavam.

A auto-flagelação é praticada, a Igreja vende indulgências. Tem um livro no mosteiro em que h´q desenhos de um burro ensinando as escrituras aos bispos, o papa como uma raposa e um macaco sendo o abade. Esses desenhos eram folheados com pó de ouro.

na época, existia a "Santa" Inquisição, que matava os hereges. O filme faz referência aos dolcinianos, hereges que massa cravam os ricos (dentre eles, padres e bispos) e pregavam que todos deveriam ser pobres.

Pacoti-Ceará
2009

A "DESTRUIÇÃO CONSTRUTIVA" DA HISTÓRIA

Universidade Estadual Vale do Acaraú- UVA
Curso de Licenciatura Específica em História
Trabalho de Filosofia
prof.: Jorge Alberto Rodrigues
Universitário: José Aroldo Gonzaga Arruda Filho

Síntese do texto: A "destruição construtiva" da História
de: Caroline Mitrovitch

Benjamin adota o tema da História segundo os vencidos, pois ela é registrada para impor a cultura dominante e não como forma fazer justiça àqueles que foram massacrados. Walter Benjamin, judeu de esquerda, exilado na França em plena 2a. Guerra Mundial, país que é invadido menos de 1 mês depois da Polônia e da rendição da Holanda e da Bélgica.

Em crise existencial grave, o holocausto de seu povo sob o regime nazo-facista, ele propõe que o historiador deva tomar partido dos humilahdos sempre; alegoricamente sendo um anjo vingador. Criticar o Positivismo na busca de um resgate dos não-citados, quebrando os ícones dominantes seria uma homenagem póstuma a quem a memória esqueceu, mais que isso até: uma revolução.

O historiador deveria, então, ser um iconoclasta, entretanto, o texto sugere o mesianismo como base das revoluções. Não é verdade, nas grandes revoluções há sempre questões políticas encobertas pelos temas democráticos de "liberdade, igualdade e fraternidade". Os ideais de uma classe são usados por uma segunda para que esta, logo após, se alie a uma terceira, contra a qual lutara antes.

A História não é mal contada por acaso e quem desejar reescrevê-la deve estar alerta para o perigo de fazê-lo. Outro problema é que as fontes dessa nova maneira de contar são difíceis de encontrar, quando não destruídas, logo, o historiador comprometido com um novo olhar não só investiga em pesguisa intensa como analisa os registros oficiais, permanecendo inconformado frente ao Porquê.

Antes de anjo da morte, herói, iconoclasta, filósofo ou cientista, quem busca compreender a realidade é um analista racional a procurar provas materiais, calculando os acontecimentos em teses lógicas, e que estas sejam testadas antes e depois do reconhecimento de eficácia.

Pacoti-Ceará
08/03/2008

segunda-feira, 15 de junho de 2009

PRIMEIRAS GRANDE CIVILIZAÇÕES

TRABALHO DE HISTÓRIA MEDIEVAL I SOBRE

AS PRIMEIRAS GRANDES CIVILIZAÇÕES

1-Oque você entende por pré-história?

R= Pré-história corresponde ao período antes da escrita ou ágrafo, mas deveria ser considerado História desde o surgimeto do homem.

2-Quais as principais carasterísticas da cultura do paleolítico inferior e superior? e o que esses povos representam com essas características para o mundo?

R= No inferior, a caça passa a ser a principal atividade dos povos. Início de uma cultura não material. Morava-se ou refugiava-se em cavernas.

No superior, os instrumentos eram fabricados de outros materiais além da lasca de pedras, inventou-se a agulha de osso, produzindo-se roupas. Construção de choupanas, cultivo da terra, produção de excedente.

No período do paleolítico, as novas tecnologias garantiam maior adaptação, sobretudo no neolítico, ao espaços geográficos e climas, prolongando a sobrevivência da espécie.

Hoje, somos sedentários e desfrutamos de uma vida mais moderna graças às descobertas adquiridas ao longo do tempo e avanços, como a pecuária, que proporcionam o crescimento maciço dos povos, diminuindo a mortalidade humana.

3-Aponte os fatores responsáveis pela origem e desenvolvimento das civilizações. Comente-os.

R=
1°- O desenvolvimento de uma língua e escrita_ A comunicação se torna melhor.
2°-Ênfase na arte, belas-artes_ O controle da elite sobre o social torna-se mais forte.
3°-Avanços científicos_ A mortalidade cai.
4°-Criação de instituições políticas, sociais e econômicas_ Aumento da autoridade do imperador.
5°-Geográfico_ Clima propício à agricultura segura um povo num certo lugar, essa teoria é mais popular.
6°-Adversidades_ Segundo Arnold J. Tonybee, historiador norte-americano, condições adversas estimulam o homem a superar-se.

4-Quais os meios prováveis da chegada do homem à América?

R= Via Ásia, talvez houvesse uma passa gem entre os continentes asiático e americano, segundo à teoria de a Pangéia. (O que impediria de ser o oposto?)

5-Descreva a principal característica da civilização grega.

R= Sem dúvida, a arquitetura, com seus gigantescos monumentos. Além disso, os hieróglifos e o senso de estabilidade no Vale do Nilo.

6-Caracterize a históriapolítica do Egito ao tempo dos faraós.

R= Antigo Reino: (3100 a 220 a.C.)
Unidade governada por seis dinastias de paz
Médio reino: (1900-1786 a.C)
Governo forte, progresso na justiça social e muito desenvolvimento intelectual. Democratização da religião.
Império: (1575-1086 a.C)
Espírito agressivo, criando um dos maiores exércitos dos tempos antigos, e expansionista. Perdida a maior parte das provínciais. Assemelha-se ao Antigo Reino sendo mais absolutista. Depois de invadido a partir do século X a.C. pelos líbios, etíopes ou núbios e do colapso do domínio assírio em 662.
O Egito tem seu fim em 525 a.C. Conguistado pelos persas.

7-Fundamente a religião egípcia e sua importância.

R= A religião passou por várias etapas, divindade e locais se fundem com a consolidação do território. Culto a Rá (Hã), deus do Sol, todos os faraós seriam seus representantes. A religião solar era para a elite, só representava o povo quando os interesses coincidiam.

No Médio Reino, cresce o culto a Ossíris, que teria ensinado o povo egípcio a agricultura. Promessas de imortalidade para os bons. A justiça era um desejo popular, pois se tratava do agrado do deus dos mortos que julgaria quem iria para o Céu ou teria o mextermínio de sua alma.

No Império, Amonep IV expulsa os sacerdotes, suprime os monumentos públicos, cultivando Áton, um deus do qual o faraó seria herdeiro. Amonep muda seu nome para Iknaton e o de sua mulher, de Nefertiti para Nefer-Nefru-Áton. Iknaton e Áton seriam os únicos deuses existentes.

O sucessor de Tutankaton (ou Tutancamon) recupera antigos costumes e leva a religião egípcia à fé crescente no ritualismo, magia e vida extraterrena.

8-Comente as realizações intelectuais egípcias e sua importância.

R= Calendário anual, reconheceram a importância do coração, medicamentos criados, relógio de sol, papiro, vidro, hieróglifos, metalurgia. Todas essas realizações têm tremendo impacto no mundo contemporâneo; a exemplo, as fibras-sintéticas nylon, rayon, orlon,dracon, acrilon e inúmeras outras, dentre elas o acrílico, que é precursor da fibra-ótica.

Do papel então nem se fala, indispensável para nós comtemporâneos.

9-Demonstre o significado da arte egípcia e sua influência no mundo contemporâneo.

R= Tanto no Antigo como no Médio Reino quanto no Império foram as edificações que absorveram o talento dos artistas egípcios. As pirâmides representam poder, era maior de acordo com o poder do faraó, a quem se destinaria como túmulo.

A esfinge demonstra a força e a coragem leoninas do faraó. O monumento de Nefertiti ( ou deusa Nefertári) constitui a maior das influências difundidas, o culto excessivo à beleza, sobretudo à beleza feminina (estética).

Religiosamente falando, acruz do Cristianismo pode ter sido baseada no Ãntu, o símbolo da imortalidade que caracteriza a deusa Nefertári (a mais bela).

10-Como se desenvolvia a vida social e econômica dos egípcios?

R= Social, existiam 7 classes econômicas. A poligamia era permitida mas a família comum era monogâmica.

O sistema econômica se mantinha da agricultura e sempre fora coletivista. Contudo, a iniciativa privada era crescente.

No Império, com a ampliação militar e guerras frequentes, o governo estendeu controle sobre a vida econômica.

11-Comente a respeito das realizações egípcias.

R=Os egípcios eram bem avançados para a sua época; usavam a arte (belas-artes) como marketing, idéia precursora do logotipo que foi bastante usado por Daio, Alexandre e os césares romanos, como Otaviano Agusto César. Uma religião nacional e monoteísmo são criados, até mesmo uma mitologia. Isso eleva o poder do faraó e gera patriotismo. É notável também o desenvolvimento de sua escrita.

12-Faça uma síntese inbterpretativa do filme " A guerra do fogo" e do documentário "o homem pré-histórico_vivendo entre as feras".

R= Somos, hoje, segundo a teoria da Evolução, produto de adaptações no D.N.A. a fim de suprir as necessidades ocasionadas pelas mutações do próprio ambiente. Há a possibilidade de seres humanos de diversos estágios evolucionais terem convivido, porém, sobrevivendo apenas os mais adaptáveis, ao que tudo indica, logo; o homo-sapiens, nosso mais provével precursor, não é necessariamente o mais forte ou inteligente, e sim o que possuiu melhores condições ou teve acesso a mais eficazes apetrechos.

Além de seleção natural, temos a tecnologia para mudar nosso modo de vida, então; a humanidade gera em si mesma seleção artificial.

13-Caracterize a civilização mesopotâmica.

R= Cicilização formada por sumérios por volta de 3500 a.C. Em volta do vale do Tigre-Eufrates, depois pelo semitas noma região de muitos conflitos. Obtiveram progresso significativo nas ciências, principalmente Matemática, e desenvolveram um msistema de escrita cuneiforme.

14-Aponte as distinções entre as civilizações egípcia e mesopotâmica.

R= o Tigre e o Eufrates, ao contrário do Nilo, apresentam cheias irregulares. Não estavam protegido naturalmente de incursões por parte de estrangeiros, sendo muito mais combativos os que la moravam. A cultura mesopotâmica era muito mais malancólica e pessimists que a egípcia. A arte mais violenta e menos pessoal; não avañçaram no monoteísmo nem criam em vida eterna.

15-Comente as origens suméricas, da civilização ,mesopotâmica e e suas principais realizações.

R= A origem sumérica é provavelmente do planalto da Ásia central. Formaram cidades independentes com Ur e Lagash, sistema de escrita, religião, leis, práticas científicas e comerciais. Sistema jurídico que forma o Código de Hamurabi semita. Sobrepujaram os egípcios em todos os setores da matemática, exceto geometria. Inventaram o relógio d'água.

Os artistas salientavam-se na lapidação de pedras preciosas, na escultura e trabalho com metal. Criação na arquitetura de túmulos reais, da abóbada, cúpula, coluna e do arco.

16-Demonstre as contribuições dos antigos babilônios e seu legado deixado para o mundo contemporâneo.

R= Modificaram a cultura absorvida dos sumérios, tornaram as leis mais duras. Na literatura criam o épico de Gilgamesh, copiado pelos hebreus para formar a estória da arca de Noé, no Velho Testamento bíblico.

17-O que foi a metamorfose provocada pela Assíria?

R=Os comandantes do exército constituíam as classes mais elevadas. Lançavam mão do terror como forma de subjugar os inimigos. Eles foram escravizados ou extintos quando quando toda a região da Assíria foi saqueada. O comércio perdeu a força sem os assírios na Mesopotâmia.

18-Comente a renascença caldáica.

R= Os caldeus foram os mais capazes cientistas mesopotâmicos, inventaram a semana de 7 dias e a divisão em 12 horas duplas de 120 minutos cada uma.

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará
2008

IMPÉRIO PERSA E CIVILIZAÇÃO HEBRÁICA

Universidade Estadual Vale do Acaraú- UVA
Curso de Licenciatura Específica em História

História Antiga I

prof. Ednaldo Ribeiro de Oliveira
(especialista em metodologia do ensino de História da UECE)

Universitário: José Aroldo Gonzaga Arruda Filho

IMPÉRIO PERSA E CIVILIZAÇÃO HEBRÁICA


Pacoti-Ceará
2008


1-Comente as origens e desenvolvimento do império persa.

R= Pouco se sabe dos persas antes do séc. VI a.C. Eram vassalos dos medos. Em 559 a.C., Ciro tornou-se rei de uma das tribos e depois de todos os persas, fundando um vasto império; conquistou a Lídia e a Babilônia, morrendo em guerra com tribos bárbaras em 529 a.C.

Seu filho, Cambises II, conquistou o Egito, foi assassinado em 525a.C., quando Dario se apossa do trono. Dario I (governa de 521 a 486 a.C) padronizou as moedas e o sistema de pesos e medidas. Conquistou a Trácia, impôs tributos aos gregos e os forçou a servir em seu exército.

Em 479 a.C., os persas são expulsos da Grécia. Seguiu-se 150 anos de revoltas. Em 330 a.C foram conquistados por Alexandre Magno.

2-Descreva pontualmente a cultura persa.

R= Sua cultura era eclética, baseada na de outros povos. Inventaram um alfabeto de 39 letras baseado no dos arameus, adotaram o calendário solar e a arquitetura egípcia (pita e colunata), babilônico-assírio (plataformas e elevados terraços), mesopotâmica (devorativos) e grega (caneluras e ornatos das colunas). Suas grandes construções eram palácios. O mais famoso é o de Dario em Persépolis.

A religião zoroástrica ( ou mandeísmo) se espalhou por quase toda a Ásia ocidental. Zoroastro (Zaratustra) talvez tenha sido o primeiro a imaginar um sistema de fé. Ahura-Mazda e Ahriman eram as duas faces de seu masmo deus, um bom outro mau. Existiriam pecados mortais, sendo agiotagem o pior de todos quando realizado com alguém da mesma religião.

Um deus, Mitra (mitraismo), espécie de avatá caldeu, fora introduzido na cultura persa como auxiliar de Ahura-Mazda, tornando-se o maior concorrente do cristianismo e do paganismo com a sagração do domingo e de 25 de dezembro.

Em 250 d.C., Mani, sacerdote de Ecbátana, funda o Maniqueismo, concebendo duas divendades de reinos opostos; Satã com a matéria e Deus com o virtual ( fogo, luz e almas). Dividiu a raça humana em perfeitos e ouvintes. Os perfeitos seriam Noé, Abraão, Zoroastro, Jesus, Paulo, entre outros e Mani ( o maior de todos).

O terceiro cultodo zoroastrismo seria o gnosticismo (gnosis = conhecimento), seus seguidores se consideravam detentores de um conhecimento absoluto emitido por Deus a eles diretamente. (séc.II).

3-Carasterize a civilização hebráica.

R= Os hebreus adotaram os 10 mandamentos, a estória do dilúvio (Gilgamech), deixaram mais de 2/3 da Bíblia escrito e criam num deus único. Não possuem carasterísticas físicas distintas dos outros povos. Sua origem é confusa. Foram escravizados pelos egípcios e fugiram com Moisés por seu líder.

4-Comente a origem dos hebreus, envolvendo o processo político, religioso, cultural e seu legado.

R= Talvez originários da Arábia. Escravizados pelo faraó de pois de 1600 a.C.. Entre 1300 a 125 a.C. Moisés se torna líder dos hebreus, criando o cultu a Iavé e os conduzindo ao monte Sinai. Conquistando a Palestina (Canaã).

Por contato com babilônicos, hititas e egípcios, praticavam a agricultura, o comércio e a escrita. Sua religião incluía sacrifícios humanos e prostituição nos templos.

Misturaram-se com e adotaram parte da cultura dos cananeus. Foram conquistados pelos filisteus. Formaram monarquia depois de 1025 a.C. Saul foi considerado rei das 12 tribos hebréias, este se matou com a própria espada.

Davi se torna rei por 40 anos, unindo as 12 tribos num Estado único. Salomão foi o último rei da monarquia unificada, estabelecendo um harém de 700 esposas e 300 concubinas, cedeu 20 cidades e mandou 30.000 hebreus para trabalhar em Tiro, nas minas e florestas de Hirão I para pagar caros materiais comprados. Morreu em 922 a.C..

10 das 12 tribos fundaram um reino à parte, não obedecendo a Reboão, filho de Hirião, o rei de Israel. As 2 do sul foram para o reino de Iudá. Ambos são conquistados pela Assíria.

Os 4 principais períodos de sua religião são:
1°- Pré-mosaico (1259 a.C.). Vários deuses da floresta que passam a ser antropomórficos.
2°- Monolatria nacional (séc. XIII a.C.). Crença em Iavé (erroneamente transcrito Jeová)
3°-Revolução religiosa hebraica (de 539 a 300 a.C.).

Cultura voltada paraq o direito, literatura e filosofia. Sua influência no ocidente foi principalmente ética e religiosa (cristianismo).

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará

domingo, 14 de junho de 2009

OTAVIANO AUGUSTO CÉSAR

OTAVIANO AUGUSTO CÉSAR

Xamãs, Dario e o extrangeiro de Stonhanks

A arte, belas-artes, segundo o Dr. Nigels Spveld, histirador e apresentador da série "Como a arte moldou o mundo", quando usada como enfeite, nos coloca acima das pessoas comuns.

Assim, um extrangeiro, advindo da Europa central, segundo os arqueólogos que os encontraram, pode governar na Mesopotâmia, a cidade de Stonhanks, virando rei, graças a peças de ouro em suas roupas e cabelos.

As imagens das cavernas do período ágrafo, ou o dito pré-histórico, foram criadas em momento de alucinação, segundo, historiadores, paleontólogos e psicólogos. Os artistas reproduziam aquilo que viam:

1o Animais sagrados
2o Pontos e quadrados

Animais sagrados por que era nisso que eles criam, e possivelmente, pintava-se após ritos religiosos. Pontos e quadrados por que é isso que se vê após um longo período de fome, calor, escuridão ou uso de alucinógenos, fato comprovado pela neurociência, e tudo isso era comum.

Os xamãs da Índia ainda tomam alucinógenos em ritos religiosos. Talvez esses pajés fossem os autores das pinturas. Quem pintava ficava um longo período em cavernas quentes, escuras e de difícil acesso.

Os homens nos desenhos tinham algum atributo do animal representado, como cabeça, patas, chifres, etc. O que significa que o animal em questão lhes transmitiam algum poder, como a cura, para ser usado quando retornavem de seus tranzes.

Em Persépolis, na Pérsia ou Irã, Mesopotâmia, o rei Dario funda o 1° império, governando sobre povos diferentes. Escreveu mensagens para aumentar seu poder. Acontece uma revolução artística.

Uma vez por ano o soberano de cada nação governada por Dario era convocado a uma audiência com o rei. A arte foi usada para transmitir sua mensagem por meio das imagens que mostravam cenas felizes.

Uma espécie de alt-door para o povo foi construído na estrada principal em que Dario segurava um arco. A idéia subentendida de que um bom arqueiro precisava de boa visão e equilíbrio, faz crer que o governante em questão tinha bom senso. Eis o 1° logotipo político.

No século IV, Alexandre da Macedônia, um reino grego independente, repleto de guerreiros, derrota os persas, tomando a cidade de Persépolis.

O túmulo secreto de Felipe, pai de Alexandre, é encontrado por arqueólogos gregos, o único não saqueado. Tinha muito ouro e peças de marfim esculpidas, fragmentos que juntos formavam o rosto de Alexandre, sua primeira imagem já descoberta.

A imagem política, de outra revolução artística, produzida antes mesmo da primeira batalha, era para dominar o mundo.

No monte Vesúvio, cujo vulcão enterrou Pompéia, foi achada uma, hoje se encontra em museu, de Alexandre sem capacete, destemido em batalha contra os persas. O rei persa em pânico. Eis o 1° cartaz político.

Num conflito de valores, no qual Alexandre estava predisposto à vitória, usando assim sua imagem para persuadir o povo a acrrditar que ele era invencível, com capacidade suficiente para vencer o rei persa.

O poder do rosto supera o do logotipo, por isso, centenas de estátuas de Alexandre foram espalhadas pelo império. Pôs seu rosto em moedas, uma cabeça de perfil muito parecida com a sua. Forjou, para isso, 30 fábricas.

Hoje, a tecnologia digital é usada pelos políticos para contar as mesmas mesntiras, a fim de manipular a massa, como fez Otaiano Augusto César.

Roma via e expressava as visões políticas pelas vestimentas. Os republicanos usavam roupas tradicionais, pois suas famílias estiveram no poder por muito tempo e temiam o imperador. Os monarquistas, por outro lado, usavam roupas exóticas, eram mais ricos e apoiavam Augusto, desejando que ele virasse rei.

Otaviano Augusto temia ser assassinado, então, precisava recriar sua imagem, para persuadir os republicanos a apoia-lo. Chama os melhores escultores.

A imagem que aprova, finalmente, não tinha cabelos longos, que os monarquistas adoravam e os republicanos odiavam. Foi um busto copiado por todo o império. Sua estátua tem cabelos curtos e pés descalços, simbolizando humildade.

Mais que isso, era um poderoso general com peitoril militar e braço esticado sem lança, representando comando político. No centro de seu peitoril adornado, as imagens são de Augusto derrotando os parcos, inimigos declarados de Roma, com os deuses apontando para ele em tom de aprovação.

Era a pax romana, que até os deuses aprovavam, pois, o unificador de Roma e salvador de seu povo, era um herói enviado pelos próprios deuses para gerar um sistema de ditaduras que durou 400 anos.

Otaviano era um rei em tudo mesmo que assim não fosse chamado. Enganou o povo usando as bela-artes, como ainda hoje o fazem.

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará
14/06/2009
7h e 26min

ALARICO

ALARICO

Germânia, Dácia e Gotilândia

Os germanos eram agricultores sem escrita. Cortavam a língua e a cabeça dos romanos, estas eram penduradas em árvores. Eram mercenários, fiés aos líderes tribais.

Sírios e celtas tinham cidades e pagavam impostos a Roma, mas os germanos tinham milhares de tribos. Elegiam líderes guerreiros, mas os matavam se exagerassem na tirania.

A 16 km do rio Reno, em São Tomé, Herman unificou os povos germânicos. Tinha um nome latino, Arminius, por que serviu no exército romano numa campanha na Ungria. Recebeu o título de epicles, equivalente a sam.

No ano 9 d.C., os romanos, que admiravam a lealdade germana aos líderes, convenciam os chefes tribais a lutarem por dinheiro, em favor de Roma, até mesmo contra os próprios germanos.

O nobre Arminius fingiu ser um servo para aprender sobre o império romano e secretamente montou um exército. Latim ele já falava. Agora, usava táticas romanas, como um pântano no campo de batalha, para cercar as legiões, acabando com um décimo do exército imperial. A fronteira do rio Reno se demarcava.

O espelho de Herman, ou Arminius, foi o general Cripitinos Várus, que era corrupto, enriquecendo a custa dos sírios. Várus crucificou 2.000 judeus.

Um neto do imperador Augusto parte 6 anos depois para se vingar, capturando a mulher e o filho de Herman e matando muitos germanos. Epicles Arminius, ou Herman, quis virar rei, e por isso foi morto pelos germanos.

Em 101 d.C., Trajano vivia um caos econômico, motivo pelo qual envia 100.000 homens, divididos em 3 legiões, para roubar o tesouro de Decébalo, em Nissare Deguetusa, destruindo o povo dácio.

A Dácia ficava onde é a Transcilvânia, do conde Drácula. Do mar Negro ao Bálcaso era chamada Deguetusa, por causa de Sales Deguetusa. Tinha encanamentos, estradas, arquitetos que faziam edifícios e carruagens, matemáticos e metalúrgicos, devido ao contato com Roma, de onde importavam vinhos e outros elementos. Dizem que o imperador Augusto prometeu sua filha a um chefe dácio.

Usando as fronteiras como desculpa, o imperador romano destruiu tudo da cultura dácia. Roma rouba 100.000 toneladas de ouro. 10.000 gladiadores lutaram entre si e contra animais para festejar a vitória.

Os dácios tinham ferro, cobre e o melhor ouro branco do mundo em suas minas, ou como eles chamavam, montanhas de metal. Decébalo, quando soube dos romanos a caminho, manda seus arquitetos desviarem o curso do rio.

Adriano cria uma fronteira romana que dura quase 200 anos.

Manda que cavem para enterrar seu grande tesouro, em seguida, o curso antigo é restaurado. Ordena a execução de todos que trabalharam na obra para que ninguém descubra o tesouro sob o rio. Todavia, entre os soldados havia um traidor, que descobriu e contou a Trajano, em troca da promessa de de ouro e de sua vida ser poupada. Mas a recompensa que o espião recebeu foi ser assassinado pela guarda real.

Em 376 d.C., uma nação inteira de godos, saída da Gotilândia, ou Suécia, no século II a.C., e atravessando a Alemanha, chega às fronteiras de Roma, mas não é aceita.

Em 378 d.C., os godos aniquilam um exército do imperador Valente e recebem terreno dentro de Roma para virarem um novo exército romano. Mais tarde, as terras lhes são tiradas pelo império.

Em 410 d.C., Alarico, o godo, foge do povo de Átila, o uno. Então, 40.000 soldados godos entram em Roma e Alarico, um dos godos nascido em Roma, portanto, um godo-romano, tenta forçar o imperador a lhe dar terras.

O césar não negocia, então, Alarico e seu povo se retiram. Os godos eram cristãos-novos. Não destruíram Roma, não estupraram ninguém nem quebraram nada. Também nada levaram, segundo a série "Os bárbaros".

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará
14/06/2009
4h e 45 min

quarta-feira, 10 de junho de 2009

PCN

Qual a importância dos PCN's no ensino médio para a formação profissional e para a vida pessoal do educando?

Primeiramente, entendamos que os Parâmetros Curriculares Nacionais são simplesmente modelos, e neles se dão a obrigatoriedade curricular e as novas tendências educacionais, assim como temas transversais e a interdisciplinaridade.

Temas que ainda são optativosdependem muito da habilidade do educador, que deve inovar para encaixá-los dentro da disciplina, sendo audaz para que aja por parte do estudante o aprendizado voltado, quando possível, para a realidade cultural em que se vive.

Uma das novas tendências, em que há uma luta atual por parte de alguns políticos a fim de tornar obrigatório em todo o Estado Nacional, é o ensino, tanto para crianças como para jovens e adultos, da história local; pois, além de dar maior conhecimento da identidade do eu perante à História, o que por si só já levanta a auto-estima, transmite-se um maior compromisso com a cidadania por aproximar a sociedade de si mesma, por assim dizer.

Um dos fatores que ultrapassam os conteúdos programáticos acadêmicos é a educação, e antes dela a saúde, sem a qual não é possível o bom trabalho com o máximo de qualidade de nenhum pilar da educação.

Outro tema vital para o bom andamento da sociedade é a ética, sem ela perde-se empregos, amigos e muito mais, a confiabilidade, tão vital quanto a capacidade para a sobrevivência em sociedade quanto a competência no ofício exercido pelo sujeito; pois que adianta por no mercado profissionais sem caráter?

A maior formação que a escola pode transmitir como auxílio à vida do sujeito-cidadão é a humana, trabalhando os valores que o conduzirão para uma sociedade mais justa e feliz, sem deixar de lado o fator criticidade, pois felicidade não é dizer sim mas saber lutar pelos direitos merecidos com a importância da cidadania reconhecida.

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará
27/01/2009

terça-feira, 9 de junho de 2009

O QUE É PESQUISA

Do Latim vulgar, pesquiere e do Castelhano, pesquisa, respectivamente, procurar e procurar cuidadosamente.

Minayo (1998, p.15) define como: " Entendemos por pesquisa a atividade básica da Ciência na sua indagação e construção da realidade. É a pesquisa que alimenta a atividade de ensino e a atualização frente à realidade do mundo. Portanto, embora seja uma prática teórica, a pesquisa vincula pensamento e ação".


Nossa simples observação não dá conta do que significam os códigos usados para designar certos compostos ou fenômenos da natureza, sem que tenhamos que recorrer a construções mais elaboradas.

Nossas percepções diferentes, uma diversidade que não nos isenta do erro.

Qualquer indivíduo pode realizar uma pesquisa, desde que mantenha o esforço metodológico. A pesquisa autêntica exige estudo, muita persistência, criatividade, paciência, e uma dedicação extra para sua realização, além do rigor de uma autodisciplina como a motivação interna capaz de promover no pesquisador muito mais que a mera busca, "mas um firme propósito de compreender e criar novas teorias".

Uma pesquisa precisa refletir duplamente o aprendizado da ciência: por um lado, como o aprendiz vê sua aprendizagem da ciência: por um lado, como o aprendiz vê sua sua aprendizagem e, por outro, realimentar a cadeia da aprendizagem de pesquisa. O bom pesquisador deve organizar o desenvolvimento de sua pesquisa recorrendo a todos os recursos disponíveis que possam auxiliar na compreensão do objeto estudado.

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará
2007

PATAMARES DA HISTÓRIA

O homem é que produz a História, assim como as demais ciências, e se o autor sofre mudanças constantes de acordo com o tempo e o espaço onde está localizado, a sua obra mudará por consequência, uma vez que a História existe em fun ção do ser humano.


A História é fruto não apenas de seu tempo, como também de ideologias políticas, mostradas por seus personagens e representantes. Não deixando de ter ´permanências próprias como as revoltas dos oprimidos contra seus opressores.


É uma ciência dinâmica, como a firma Marx, política, por que seus historiadores estão em diferentes patamares ideológicos e sociais. Deve ser, então, medida pela razão e vista com olhos críticos pelos seus expectadores, que devem analisar, levando em conta um conjunto de fatores que constroem a História tal como é, levando a humanidade a seguir novos caminhos.

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará

SUPRIANO

Leitor, eu peguei na pena
Com muita simplicidade
Pra lhe contar uma história
Só lhe falando a verdade
Acredite quem quiser
conforme a capacidade


A história é de um galo
Que eu criei no meu terreiro
A raça veio do Japão
Mas ele era brasileiro
cantava às vezes que eu mandava
e conhecia dinheiro


Seu nome era Supriano
Por esse nome atendia
Eu chamava, ele vinha
pois não era maluvido
Me conhecia de longe
E era um galo aprendido


Era um galo japonês
A raça veio do Japão
Mas criou-se no Brasil
E se tornou campeão
Topando galo de briga
Nunca encontrou valentão


Zé Cândido tinha três galos
Todo os três eram valentes
Zé Cândido pensou consigo
Por que ele tinha na mente
Que tinha um galo de briga
Que nunca correu na frente


Tirou dos três o melhor
Da raça pura indiana
E veio apostar comigo
Pra brigar com Supriano
De fato, o galo era bom
Mas, sempre entrou pelo cano


Supriano foi muito conhecido
Era forte e foi muito competente
Pra brigar nunca encontrou um valente
Que por ele não ficasse vencido
Matou dez, por serem atrevidos
Não correu e nem queria se entregar
Supriano, não dando seu lugar
De valente, pois era campeão
E na vida não encontrou valentão
Que em briga pudesse lhe açoitar


Sua vida foi longa e resistente
Igualmente a bola de Pelé
Que batendo com a força do seu pé
Não via um goleiro na sua frente
Que a força da bola era tão quente
Que o goleiro que via esmorecia
Uma força que ele não conhecia
Se arredava e ali perdia o nome
E esse galo que eu tinha ciúme
Já morreu e já está na terra fria


Estou muito saudoso em minha vida
Lamentando a morte de Supriano
No dia 11 de março deste ano
Com a morte foi sua despedida
Fiquei triste de ver sua saída
Para a terra o comer sem culpa
Mas, depois, fiquei, sempre, conformado
Que a vida, sempre, terá um fim
Cada um de nós pensando assim
Que a vida tem dia detyerminado

BENTO LUIZ DE BRITO
Pacoti-Ceará

O JUDOCA

Antes de vir para nossa escola, ele era campeão mundial de judô. Aos 28 anos, no auge da fama, abandonou as competições e veio ensinar no curso secundário. Era tudo o que sabíamos dele. Um sujeito bem humorado, de aspecto saudábem. Nunca se via nele o menor grau de ira ou melancolia, lia quase complusivamente, amava esporte como ninguém. Por isso mesmo largar o judô era algo contraditório com o seu perfil, mesmo virando professor de educação física.

_O que o fizera largar o judô no auge da fama, professor?_Indaguei certa vez. Ele desconversou e disse que sua missão na vida agora era formar novos campeões como ele fora.

Não me convenceu aquele arremedo de resposta, fiquei refletindo sobre o caso sem encontrar lógica alguma. Resolvi, então, investigar por conta própria. o segui até em casa para saber onde morava, anotei o nome da rua e o número.

No dia seguinte, a notícia no jornal: "ex-campeão mundial de judô é preso por furto de mercadorias". O jornal era do ano passado, quando ele realmente estava no topo da carreira. Eu, que até então era um de seus melhores educandos, resolvi não assistir aula naquele dia.

Mostrei o recorte ao delegado, que averigou e encontrou outros furtos em sua ficha corrida. Pouco depois, o professor surgiu. O delegado o recebeu. O professor pôs fim ao mistério, como prevendo que já confiavam dele.

_Seu delegado, hoje cumpri, nesta cidade, meu último dia de serviços prestados por haver cometido alguns furtos no ano passado. Pesso que lique para a delegacia de minha cidade natal para que eu possa voltar.

_Como eu não fui avisado de sua estada aqui?_Indagou o servidor da lei, perplexo.

_Foi um acordo feito com o juiz a través de meu advogado.

_o que o levou a cometer tais atos contra a lei?

_Acontece que, me envolvi com drogas pesadas, me viciei e fiquei depressivo. Justamente um pouco depois de atingir o auge do sucesso. Estou em fase de tratamento. Ninguém está livre de se viciar, e quando nos achamos superomens é que isso ocorre com maior facilidade.

AROLDO FILHO

Pacoti-Ceará

2007


ANDRÉ

Sou André, 28 anos, fiz ensino médio. Deisisti da primeira faculdade. Minha sofreu uma drástica alteração no dia em que conheci Marcos, um sujeito metido a boêmio. Tínhamos 18 na época.

_Ei, vamos ali jogar sinuca?_No caminho me oferecia cigarro e bebida, sempre recusei, até que certo dia resolvi aceitar.
_Que gosto horrível!_Reclamei, contudo fui me acostumando aos poucos.
_Vamos sair no sábado que vem atrás de uma festa?
_Claro._Concordei sem pestanejar._Você vem me buscar?_Fez que sim.

Nas festas, várias vezes Marcos e sua turma arranjavam encrenca, fomos postos para fora incontáveis vezes. Comecei a achar aquilo tudo engraçado, e sem perceber, eu virei um boêmio de sua turma. O sujeito sempre estava rodeado de pessoas e por isso eu o invejava.

Nem lembro direito do primeiro porre, foram tantos que nem sei mais ao certo quantos foram. Chegamos na faculdade juntos e juntos desistimos aos vinte. Nada nos importava mais do que a farra.

_Olha aqui._Ele me mostrou um dia uma cédula falsa._Perfeita, não?
_Como assim, é falsa?_Indaquei sem jeito, entretanto, me contagiei._Como fez isso?
_Na minha casa tem uma máquina de xérox,_Disse a marca e detalhou para mim todo o processo._se você me emprestar uma nota de cinquênta a terá multiplicada.
_Feito._tirei o dinheiro e pus em suas mãos.

Marcos fabricava todos os tipos de notas e dividia entre seus amigos mais chegados, inclusive eu. Aplicávamos o golpe em bares, postos de gasolina e casas de show. Fomos desmascarados numa festa, uma noite dessas.

_Você está preso, por receptaçãode notas falsas._Fui para a cadeia, juntamente com Marcos, mas um de seus amigos pagpu a fiança pouco tempo depois.
_Preciso entregar esses pacotes para um colega seu, chame-o para mim._Desconfiei que fosse tráfico de drogas e acertei, fomos pegos outra vez e encarcerados por guardas à paisana que trabalhavam disfarçados em diversas duplas divididas por quarteirão.
_ O que pretende levando essa vida, meu filho? Afaste-se desse Marcos._Disse-me meu pai depois duma longa conversa. Fui internado numa clínica para conseguir me recuperar da dependência química.

Voltei à universidade. Nunca mais coloquei uma gota de álcool na boca. Quanto a Marcos, nunca mais o vi, seus amigos me contaram que está preso novamente. Não quero mais conversa com essa gente.

Dez anos me foram roubados pelos narcóticos e a irresponsabilidade de meus atos perante às leis que regem a sociedade. Agora serei bem mais racional e menos impulsivo. Mas manter o autocontrole não é fácil. É lutar comigo mesmo a cada dia para ser um homem melhor.

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará
2007

sexta-feira, 5 de junho de 2009

AO INESQUECÍVEL AMIGO "BABU"

É com muito respeito
E também com lealdade
Que falo sobre este homem
Que deixou muita saudade

Francisco Sampaio Barbosa
Assim ele foi batizado
Mas conhecido como Babu
Carinhosamente era chamado

Um homem bem solidário
Gostava de ajudar
Era o latifundiário
Do povo desse lugar

Doou terreno para construção
Da igreja, casa e escola
Assinou para aposentados e documentação
Deu campo pra jogar bola

Poeta bem humorado
Porém no anonimato
Estava sempre inspirado
Assinava "Bicho do Mato"

Sempre agradou às crianças
Cuidou dos adoentados
Sua vida foi de bonanza
Não deixou nenhum intrigado

Gostava de informação
a leitura era seu forte
Revista, jornal, televisão
Informou-se até à morte

Obrigado, Babu Barbosa
Pelas suas benfeitorias
Que a outra vida seja de rosas
Ao lado de Jesus e Maria

autores: Océlio e Eliete
24/05/2009

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Quem sou eu

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Aroldo Filho 

Historiador /Criador e Presidente do Jornal Delfos-CE, (2007). /Criador da Associação Cultural SEMPRE-Segmento dos Estudiosos da Memória e Patrimônio Regional da Serra de Baturité (2008). /Criador e Idealizador do 1° Arquivo Público do Interior do Nordeste (2009).

 /2° e 4° lugares,consecutivamente, no 1° e 2° concursos de poesia da comunidade do Orkut "Vamos Escrever um livro?"(2009 e 2010).

 /Criador da exposição histórica: "PACOTY: UMA HISTÓRIA EM DOCUMENTOS", aprovado pelo Banco do Nordeste(2010). 

/Sócio do Instituto Desenvolver (2011).

 /Trabalhou para o Governo do Estado do Ceará como pesquisador no Porto do Pecém (2011). 

/Ministrou aulas de História, Geografia, Arte e Religião em Pacoti e Guaramiranga (de 2008 a 2015 no Colégio São Luís, na Escola Menezes Pimentel e na Escola Linha da Serra).

 /2° Lugar em concurso de pensamento na comunidade "Grupo de Poesia" no Facebook (2012). 

Participa como um dos autores dos e-books "Por onde andei?" e "Quem sou?" realizado pelo Balcão de Poemas, edição de Wasil Sacharuck. 

/Publica notícias, contos, crônicas, poesias, fábulas, romances, artigos, peça teatral e letra de música em 32 blogs desde 2005.


Selecionado no concurso de poesias federal da Editora Vivara em 2016, passando entre os 250 poetas que irão para o livro dentre 2.370 concorrentes. .