quarta-feira, 27 de maio de 2009




















































terça-feira, 26 de maio de 2009

CAPOEIRA MUNDIAL

CAPOEIRA MUNDIAL

A história das nações humanas é antiga. O homem é um guerrilheiro nato. Junto com as sociedades nascem as artes marciais, e aqueles que as dominam ganham grande prestígio e se tornam mestres.

É sabido que as primeiras civilizações, diverente de hoje, davam-se mais por consanguinidade que por região de nascimento, e assim, sem a idéia de patriotismo, é possível que muitas famílias tenham povoado o mundo inteiro antes mesmo que a idéia do que é o mundo propriamente dito existisse ou prosperasse.

A escravidão, ao que parece, surgiu com as grandes civilizações, ou pelo menos se perpetuou em larga escala, uma vez que peguenos povoados não carecem de terceiros para se manterem.

A História vai além das versões, por isso mesmo é uma ciência de aproximações. A História é uma fraude quando tratada por muitos como verdade absoluta contida nos diários oficiais e documentos que escondem fatos graves da população em função de garantir o trono daqueles que não merecem estar no poder.

Cabe aos novos historiadores explodir essa História fajuta positivista de verdades acabadas e, auxiliados pelos demais cientistas, juntar os cacos da História real, que teoriza, se fundamenta em provas e raciocina além. O historiador tem a obrigação de imaginar acontecimentos a mais, pois mesmo em erro, o pensador tropeça em verdades submersas. Esse tropeço ajuda a desenterrá-las.

O Brasil é um local povoado por gente de toda parte do mundo e sua história sempre foi mal contada, repleta de heróis sanguinários e usurpadores que, sendo invasores, ainda se aclamavam brasileiros civilizados, quando não passavam de piratas comuns.

Esses piratas escravizaram as nações daqui e trouxeram escravos das nações do continente africano, segundo os relatos oficiais. Agora, mesmo que em menor escala, quem garante que gente do mundo inteiro não foi escravizada aqui se ainda hoje o é, e as notícias só chegam às autoridades anos depois?

Assim como vieram príncipes negros, será que também não vieram príncipes brancos e amarelos para o cárcere via navio escravocrata? A capoeira é uma fusão de muitas artes marciais, talvez do mundo inteiro, no Brasil.

Será que a capoeira como a conhecemos hoje não é a fusão de muitas capoeiras desde o tempo do Brasil-colônia? Talvez os saltos mortais, que fundaram o Street Dance e a luta de facão apresentada no Congado e que criou o Frevo não tenham se desenvolvido no mesmo lugar. Aí já teríamos duas capoeiras diferentes. Uma terceira seria a Angola, tida como original, em que se luta no chão e lentamente. Uma quarta seria a Regional, em que se luta mais rápido e de pé.

Se a capoeira fosse afro-brasileira, nascida no Brasil com a fusão da cultura africana, por que só nasceu aqui? Muito estranho, pois não estamos no único local do mundo onde houve escravos negros.

Eu diria que, a participação das nações daqui é esquecida. Será que não surgiram artes marciais de fusão nos próprios aldeamentos jesuítas? É possível que os caciques e pajés tenham unido tribos e trinado em lutas, planejando estratégias para atacar esses povos com arma de fogo que os exploravam piamente.

Não estou negando a importância da cultuira negra, porém, penso que a capoeira puramente afro não teria berimbau, pandeiro nem saltos mortais. A capoeira é uma arte escrava. E quem escraviza um preto, escraviza um branco.

Cabe aos historiadores quebrar mitos, e na capoeira, alguns são: os 3 berimbaus, as cordas coloridas para identificar o nível do capoeirista, o atabaque com cordas como se fosse típico, o uniforme branco ou abadá e os movimentos ritualizados da Angola na contemporaneidade.

Como alerta Mestre Acordeon, na revista "Praticando capoeira", de setembro de 2002, numa crônica, muitas modas na capoeira são criadas hoje como se fossem tradicionais, dificultando o trabalho dos historiadores da capoeira, que, segundo o mestre, não se podem deixar levar pela história oral e documental sem uma profunda análise crítica.

Essa arte marcial brasileira que hoje roda o mundo é ímpar, pois é a única ritmada pela música , estando enraizada no samba e na própria história do nosso país. Os quilombolas daqui foram os samurais brasileiros, nossos ancestrais. Temos capoeira no sangue.

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará
26/05/2009
2h e 30 min

LEI

LEI

Numa das partes mais profundas do cérebro fica uma glândula responsável pelo sentido de vingança que, quando ativada, liga, por assim dizer, a glândula geradora do prazer, tamanha a sua proximidade.

Mas, o que teria isso a ver com a criação da lei? Tudo. Uma vez que a lei existe para punir, sendo isso um modo de vingança, podemos afirmar que a lei, ou seja, o sentido de justiça, causa um sentido de bem-estar, embora que os malfeitores nada nos tenham feito e ainda que não sejamos nós a julgá-los.

Muitos não têm o sentido do prazer tão ativo, geneticamente, então, procuram ativá-lo pela glândula da vingança. O problema é que, tanto podem ser as pessoas mais certinhas, seguidoras de toda a lei como o oposto, o pior dos bandidos. Mas, uma certeza temos, eles não são normais, em outras palavras, ou seguem a lei ao pé da letra ou buscam sempre múltiplas formas de burlá-la.

Tanto causa prazer vingar-se que as pessoas com o distúrbio de pouca liberação de adrenalina, por vezes, fazem de tudo para serem "agredidos" somente para poderem se vingar. Mentem mais facilmente e são frias e calculistas. Entretanto, são os mesmos que viram "heróis", como bombeiros e policiais que se arriscam mais que os outros.

Por outro lado, quem sofre do distúrbio da liberação exagerada de adrenalina seguirá a lei, pois estará sempre com medo. O problema é que a mesma adrenalina que causa por exemplo a síndrome do pânico, também é responsável pelo sentimento de ódio. Portanto, pessoas com esse distúrbio podem, em excesso de ira, ficar incontroláveis. Contudo, dificilmente serão corajosas, frias e calculistas como aquelas que sofrem do distúrbio contrário.

A lei existe para assegurar alguém no poder e, por vezes, os dominados são enganados por ela, deixando mais fortes as elites. Isso se dá por que um povo regido por uma lei forte tem o senso de segurança elevado, ainda que não haja segurança alguma. Para se manter no poder é preciso brincar com a lei, iludindo as massas e persuadindo seus opositores, como fizeram, Átila, Aníbal, os césares, Hitler, Stalin, Mussoline, Viriato, Napoleão, Xabur, Vercingetórix, o conde Vladmir, Mao-Tsé-Tung, Fidel Castro, Getúlio Vargas, Juscelino, Dom Pedro, e tantos outros.

O homem é "um animal sentimental", como na letra de música da "Legião Urbana", movido por ódio, amor e, acima de tudo, amor ao ódio, uma vez que ódio e poder são amantes da lei, nela emaranhados. Poder e ódio se alimentam no mesmo prato: a vingança. A vingança é a origem da lei.

AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará
2009

CRIATURA

CRIATURA
A vida é uma passagem só de ida
Arte sem criador
Quem vive é mero espectador
Do caos chamado Universo
Morrer, ávida partida
Estrangulamento da evuloção
Por que sou homem não pedra?
Viver, mera abstração do inanimado
Desarmonia embebida
Num pouco de higiene natural
O criador é a própria criatura
Natureza, que desventura essa de viver!
A proeza do pensar é que escraviza
Liberdade é não rimar
AROLDO FILHO
Pacoti-Ceará
23/05/2009
2h e 40 min

quarta-feira, 20 de maio de 2009

segunda-feira, 18 de maio de 2009



INTERCÂMBIO CULTURAL

INTERCÂMBIO CULTURAL
  1. 1o. Arquivo do Nordeste
  2. A saga de uma coruja
  3. APAIP
  4. O SEMPRE
1. 1o. Arquivo do Nordeste

Em 19 de abril de 2008, nasce em Pacoti o SEMPRE_ Segmento dos Estudiosos da Memória e Patrimônio Regional do maciço de Baturité_, uma associação sem fins lucrativos de direito privado com o objetivo de resgatar a história do município de Pacoti.

A idéia da própria formação do grupo SEMPRE era criar um Arquivo Público Municipal em Pacoti visto que os documentos que contam a história do município carecem restauração e limpeza urgente.

Um trabalho que já começou a ser feito quando o presidente do SEMPRE, Levi Jucá, universitário do curso de História da UFC resolveu dar uma olhada no chamado Arquivo Morto, encima da Ilha Digital, no centro.

Levi elaborou um projeto de lei encaminhado ao prefeito Rômulo que enviou-o à Câmara de Pacoti em caráter de urgência depois de devidamente analisado.

Em 15 de maio de 2009, compareceram à Câmara Estudantes do curso de História, um deles já formado pela UVA, trabalhando a algum tempo na limpeza e organização do local onde estão os documentos por intermédio da Secretaria de Educação. Nesse dia foi aprovada em sessão oficial a Lei de criação deste que será o primeiro Arquivo a nível de nordeste a ser implantado fora das capitais.

2. A saga de uma coruja

A partir de 1987, duas colegas formadas pela UECE em Filosifia, Solange Nojosa e Telma Marques, a primeira sendo filha de Pacoti e a segunda do Estado do Maranhão, realizaram as 1a., 2a. e 3a. Semanas de Educação de Pacoti, onde aconteciam palestras da UECE, UFC e da Secretaria de Educação para os professores.

As duas alugam um prédio da Igreja e fundam a Teia de Renda, pousada que recebe os professores e universitários de Fortaleza em acordo com a prefeitura na gestão do prefeito Rômulo Gomes.

Tarcísio Santiago, na época professor da UFC, faz a doação para o então Centro Cultural, antigo Departamento de Cultura, de uma Hemeroteca, onde hoje é a Secretaria de Cultura. Adísia Sá, do Jornal O Povo, doa para o mesmo Centro, uma biblioteca.

Uma professora das redes estadual e municipal, Rosimar Brito, que se graduava pela UVA de Sobral em Estudos Sociais, resolveu, em conversas com Solange e Telma, criar uma Gincana Cultural chamada Coruja Solidária, em 1991.

Formou-se, então, um grupo de teatro amador que fazia o chamado todo mês, de maio a dezembro, com exceção de julho, para os 3 dias de atividades. O famoso Grupo Coruja, que contava com integrantes das escolas: Instituto Maria Imaculada, Centro Cultural São Luís e da Escola de 1o grau Menezes Pimentel.

Telma Regina Marques foi a 1a Diretora de Cultura deste município e Maria Rosimar Brito Arruda a 2a na gestão do pregeito Pedro Brito, com a criação do 1o Festival de Quadrilhas organizado pela então Diretoria de Cultura.

A última aparição do Grupo Coruja foi em 1997, na gestão do prefeito Edson Araújo, para a inalguração da Galeria Raimundo Siebra; onde acontecem várias exposições, dentre elas o projeto "O Pacoti visto por suas crianças", com a escolha dos melhores desenhos dos estudantes em todo o município.

3. APAIP

No ano de 2001, nasce em Pacoti um grupo chamado APAIP_ Associação de Poetas e Artista Independentes de Pacoti_, que chegou a conter 13 integrantes. A maioria fez parte da Gincana Cultural "Coruja Solidária" e se encontrava na sala de aula.

Dentre os poetas, uma professora de História pós-graduada e um professor formado depois pela UVA. Dois outros poetas ainda iniciaram o curso pala UVA, um deles não pode continuar, mas o outro se formará em 2010. O último, juntamente com 3 professores que foram da APAIP participaram da fundação do SEMPRE_ Segmento dos Estudiosos da Memória e Patrimônio Regional do Maciço de Baturité.

4. O SEMPRE

O SEMPRE existe por que um universitário da UFC, nascido no município de Maracanaú, resolveu escrever sua monografia sobre Pacoti, quando soube de parentes seus residindo na serra.

Quando se aprensentou à professora Rosimar Brito, em conversas sobre o Grupo Coruja, resolveu criar um grupo denominado Pendência Serrana, a equipe de destaque da Gincana Cultural, que na época saiu em um artigo do Jornal "O Povo" com o título: "Uma coruja contra Chico Buarque".

Em discussões no grupo Pendência Serrana, duas idéias se mostraram firmes, e ganhavam mais força: o arquivo e a associação que hoje conta com mais de 30 sócios dentro e fora de Pacoti.

O grande anseio é salvar os documentos para re-escrever o possível da História, juntando, para isso, as fontes documentais com as extra-oficiais dos nosso "Arquivos-vivos".

Se não restaurarmos a História hoje, amanhão não saberemos quem somos.

AROLDO FILHO
PACOTI-Ceará
18/05/2009
1h e 45 min

Olha o poste!

Nesta noite de 17 de maio de 2009 no centro de Pacoti aconteceu um roubo de um carro, mas o ladrão se atrapalhou e bateu no poste. Foi preso um tempo depois.
O ladrão é reincidente nesta cidade.

Aroldo Filho
Pacoti-Ceará
18/05/2009

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Aroldo Filho é Historiador, Literato, Letrista, Professor, Blogueiro e Jornalista Independente.

1º Lugar em Auto de Natal no Estado do Ceará, atuando na ocasião como o Rei-Mago Baltasar em 2004.

Criador, Idealizador e Presidente do Jornal Delfos-CE (desde 2007).

Criador e Idealizador da Associação Cultural SEMPRE-Segmento dos Estudiosos da Memória e Patrimônio Regional da Serra de Baturité (2008). 

Criador e Idealizador do 1° Arquivo Público do Interior do Nordeste (2009).

2° e 4° lugares,consecutivamente, no 1° e 2° concursos de poesia da comunidade do Orkut "Vamos Escrever um livro?"(2009 e 2010).

Criador da exposição histórica: "PACOTI: UMA HISTÓRIA EM DOCUMENTOS", aprovado pelo Banco do Nordeste (2010). 

Formou-se em Licenciatura Plena em História (2010).

Sócio do Instituto Desenvolver (2011).

Trabalhou para o Governo do Estado do Ceará como pesquisador no Porto do Pecém (2011). 

Ministrou aulas de História, Geografia, Arte e Religião em Pacoti e em Guaramiranga, no Colégio São Luís, na Escola Menezes Pimentel e na Escola Linha da Serra (entre 2008 a 2015).

2° Lugar em concurso de pensamento na comunidade "Grupo de Poesia" no Facebook (2012).

Participa como um dos autores dos e-books "Por onde andei?" e "Quem sou?" realizados pelo Balcão de Poemas, edição de Wasil Sacharuck.

Publica entrevistas, notícias, contos, crônicas, poesias, fábulas, romances, artigos, peça teatral e letra de música em 32 blogs desde 2005.

Recebeu a Comenda Domitila por Mérito Literário, da SECULDT-Secretaria de Cultura, Turismo e Desporto de Pacoti (2016).

Passou na seleção para o livro "Prêmio Literário Nacional Concurso Novos Poetas", da Editora "Vivara", 250 poetas escolhidos dentre 2.370 inscritos no país. (2016).

Concluiu Pós-Graduação em Gestão Escolar (2016)